Pará realiza primeira concessão para reflorestamento do Brasil

Projeto pioneiro prevê recuperação de mais de 10 mil hectares de floresta e geração de dois mil empregos

Publicado em 28 de março de 2025 às 13:29

Governado do Pará, Helder Barbalho discursando durante a sessão pública de licitação realizada na sede da B3, em São Paulo.
Governado do Pará, Helder Barbalho discursando durante a sessão pública de licitação realizada na sede da B3, em São Paulo. Crédito: Divulgação/Agência Pará

O Governo do Pará oficializou, nesta sexta-feira (28), a escolha da empresa responsável pela primeira concessão para reflorestamento do Brasil. Durante sessão pública de licitação realizada na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, o governador Helder Barbalho anunciou que a empresa Systemica foi a vencedora do projeto da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu.

A concessão, que pode durar até 40 anos, prevê a recuperação de mais de 10 mil hectares de floresta e o sequestro de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente. O investimento privado estimado é de R$ 258 milhões, com previsão de gerar uma receita total de R$ 869 milhões e criar cerca de dois mil empregos na região.

O governador destacou a importância da iniciativa como um modelo inovador de restauração ambiental e desenvolvimento econômico. “Nós tivemos a ousadia e a coragem de fazer das metas de restauro do estado do Pará e do Brasil um modelo que inova com recuperação do ativo florestal. E é o momento em que a empresa vencedora se trata de uma empresa robusta, que tem experiência local, portanto conhece a realidade da APA Triunfo do Xingu, conhece a realidade da Amazônia”, afirmou Helder Barbalho.

O projeto faz parte de uma estratégia maior do governo estadual para transformar áreas degradadas em espaços produtivos e sustentáveis. Além da URTX, estão previstas mais duas concessões dentro da APA Triunfo do Xingu ainda este ano, abrangendo um total de 30 mil hectares. A iniciativa busca recuperar áreas anteriormente desmatadas e griladas, promovendo a valorização da floresta por meio do mercado de carbono e a geração de emprego para comunidades locais.