Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia completa 15 anos protegendo biodiversidade local

Unidade de Conservação (UC) abriga diversas espécies da fauna e flora, além de trilhas, espaços naturais, comunidades que vivem do extrativismo da floresta.

Publicado em 2 de abril de 2025 às 17:04

O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia oferece tanto atrativos naturais quanto turísticos.
O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia oferece tanto atrativos naturais quanto turísticos. Crédito: Divulgação

Localizada na Grande Belém, a Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral, Refúgio da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia, completou 15 anos de fundação no último domingo (30).

A UC gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), foi criada pelo Decreto nº 2.211/2010, de 30 de março de 2010. Com uma área de 6.367,27 hectares (63,67 km²), que anteriormente pertencia à antiga Fábrica Pirelli, o Refúgio abrange 6,3% da área total de quatro municípios paraenses: Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Isabel do Pará.

O nome Refúgio, não é à toa. A área protege diversas espécies da fauna e flora amazônica, além de preservar ruínas históricas da antiga fazenda, utilizada para o cultivo de seringueiras e produção de borracha.

Entre os destaques estão o Lago da Onça e o Igarapé do Dique, além de uma rica biodiversidade: mais de 130 espécies de mamíferos, 300 de aves, 220 de peixes, 180 de anfíbios e répteis e 500 de invertebrados já catalogados. Para visitar a área, é necessária a presença de um condutor de trilha habilitado pelo Ideflor-Bio.

O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, destaca que o Instituto promove diversas ações voltadas à proteção ambiental, pesquisa e ecoturismo no Refúgio, buscando conscientizar a população sobre a importância da área.

Ele também ressalta que o local é uma das poucas UCs de Proteção Integral do Brasil que permite a residência de comunidades tradicionais. “Ela permite que comunidades ribeirinhas vivam no local, o que é garantido pela Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)”, explica.