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Varíola dos Macacos: veja o que já se sabe sobre a doença e como se proteger

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Com 978 casos confirmados apenas no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira, 28, a Varíola dos Macacos gradativamente ocupa o centro das preocupações das autoridades globais de saúde e da população, em parte confusa com as semelhanças entre este tipo de variola e a comum, assim como em saber as formas de se proteger. Veja a seguir as principais informações sobre a doença disponibilizadas pelo Governo Federal brasileiro e por autoridades internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ontem, 28, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a criação de um Comitê Técnico da Emergência Monkeypox (varíola dos macacos) para reunir diversos grupos e iniciativa de pesquisa e tecnologia em saúde para acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvam pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas, mas antes disso o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) já possuía uma câmara técnica de pesquisa para acompanhar possíveis casos, que já estava em atuação desde o final do mês de maio deste ano.

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Dos 978 casos já confirmados, dois deles estão na região Norte: um no Amazonas, confirmado ontem, 28, e um no Acre, confirmado na terça-feira, 26. Os três estados brasileiros com mais casos são São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, juntos, eles correspondem a 905 diagnósticos dos 978 observados em todo o Brasil até o momento.

Na última quarta-feira, 27, a OMS emitiu um comunicado orientando que homens que fazem sexo com homens, como o público gay, bissexual, assim como trabalhadores do sexo, reduzam o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à doença. Porém, também destacou que “estigma e discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus e podem alimentar o surto”, enfatizando que o alerta é direcionado para este público exclusivamente porque, neste momento, estes são as maiores vítimas da doença. Outra característica do perfil dos doentes até então é ter menos de 40 anos, mas o perfil tende a mudar conforme o público infectado se expande.

No entanto, além de homens, casos da Varíola dos Macacos em crianças surgiram apenas dois dias após a doença ser classificada como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), o que aumenta a preocupação geral por confirmar a expansão dos infectados pela doença.

O que é a Variola dos Macacos e quais cuidados devo tomar?

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Essa doença começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos. Uma erupção geralmente se desenvolve de um a três dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola.

A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto. De acordo com Rosamund Lewis, líder técnica sobre varíola dos macacos do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem dois grupos de vírus da varíola dos macacos em circulação: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central). As infecções humanas causadas pelo vírus da África Ocidental aparentam, até o momento, causar doenças menos graves em comparação com o grupo viral da Bacia do Congo, com uma taxa de mortalidade de 3,6% se comparada com os 10% da Bacia do Congo.

Porém, ela destaca que “A coisa mais importante sobre a varíola dos macacos é que ela causa uma erupção cutânea que pode ser desconfortável, pode causar coceira e pode ser dolorosa. Portanto, a coisa mais importante sobre cuidar de alguém com essa doença é basicamente cuidar da pele e cuidar de quaisquer sintomas que alguém possa ter, como dor ou coceira” e alerta também que o período de incubação é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.

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